Governança Corporativa

Códigos e Políticas

O Conselho Monetário Nacional, por intermédio da Resolução 3.464/07, emitida pelo Banco Central do Brasil, determinou às Instituições Financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, a implementação de uma estrutura de gestão de risco de mercado.
O risco de mercado é definido como a possibilidade da ocorrência de perdas resultantes da variação do valor de mercado das posições detidas por uma instituição financeira, incluindo os riscos de variação cambial, taxas de juros, preços de ações e de commodities.
Conglomerado PINE.
Resolução CMN nº. 3.464 de 26 de junho de 2007
Dispõe sobre a implementação de estrutura de gerenciamento do risco de mercado.
Circular BACEN nº 3.429 de 14 de janeiro de 2009 Estabelece procedimentos para a remessa de informações relativas às exposições ao risco de mercado e à apuração das respectivas parcelas do Patrimônio de Referência Exigido (PRE), de que tratam as Resoluções nºs 3.464 e 3.490, ambas de 2007.
Circular BACEN nº. 3.642 de 4 de março de 2013 Altera as Circulares ns. 3.354, de 27 de junho de
2007, 3.398, de 23 de julho de 2008, e 3.429, de 14 de janeiro de 2009, que dispõem sobre classificação de operações na carteira de negociação e remessa de informações para as cooperativas que apuram o montante dos ativos ponderados pelo risco na forma simplificada (RWARPS), conforme estabelecido na Resolução nº 4.194, de 1º de março de 2013.
Circular BACEN nº. 3.642 de 4 de março de 2013 Altera as Circulares ns. 3.354, de 27 de junho de 2007, 3.398, de 23 de julho de 2008, e 3.429, de 14 de janeiro de 2009, que dispõem sobre classificação de operações na carteira de negociação e remessa de informações para as cooperativas que apuram o montante dos ativos ponderados pelo risco na forma simplificada (RWARPS), conforme estabelecido na Resolução nº 4.194, de 1º de março de 2013.
Resolução CMN nº. 4.192 de 1º de março de 2013 Dispõe sobre a metodologia para apuração do Patrimônio de Referência (PR).
Resolução CMN nº. 4.193 de 1º de março de 2013 Dispõe sobre apuração dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e institui o Adicional de Capital Principal.
Circular BACEN nº 3.634 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições sujeitas à variação de taxas de juros prefixadas denominadas em real cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAJUR1), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.
Circular BACEN nº 3.635 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de moedas estrangeiras cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAJUR2), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março 2013.
Circular BACEN nº 3.636 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de índices de preços cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAJUR3), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março 2013.
Circular BACEN nº 3.637 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de taxa de juros cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAJUR4), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.
Circular BACEN nº 3.638 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições sujeitas à variação do preço de ações cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAACS), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março 2013.
Circular BACEN nº 3.639 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA), referente às exposições sujeitas à variação dos preços de mercadorias (commodities) cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWACOM), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.
Circular BACEN nº 3.641 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições em ouro, em moeda estrangeira e em ativos sujeitos à variação cambial cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWACAM), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.
Circular BACEN nº 3.662, de 11 de julho de 2013  Altera dispositivos da Circular nº 3.389, de 25 de junho de 2008, que estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela do Patrimônio de Referência Exigido (PRE) referente ao risco das exposições em ouro, em moeda estrangeira e em ativos e passivos sujeitos à variação cambial (Pcam), e da Circular nº 3.641, de 4 de março de 2013, que estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições em ouro, em moeda estrangeira e em ativos sujeitos à variação cambial cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAcam).
Circular BACEN nº 3.677, de 31 de outubro de 2013 Altera dispositivos da Circular nº 3.638, de 4 de março de 2013.
Resolução CMN nº. 4.278 de 31 de outubro de 2013 Altera e revoga disposições da Resolução nº 4.192, de 1º de março de 2013, que dispõe sobre a metodologia para apuração do Patrimônio de Referência (PR).
Resolução CMN nº. 4.281 de 31 de outubro de 2013 Altera dispositivos da Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013, que dispõe sobre a apuração dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e institui o Adicional de Capital Principal.
Circular BACEN nº. 3.686 de 29 de novembro de 2013 Revoga o art. 2º da Circular nº. 3.642 de 4 de março de 2013.
Circular BACEN nº. 3.687 de 6 de dezembro de 2013 Altera a Circular nº 3.429, de 14 de janeiro de 2009, que estabelece procedimentos para a remessa de informações relativas às exposições ao risco de mercado e à apuração das respectivas parcelas do Patrimônio de Referência Exigido (PRE), de que
tratam as Resoluções ns. 3.464, de 26 de junho de
2007, e 3.490, de 29 de agosto de 2007, para adequá-la ao disposto nas Resoluções ns. 4.192 e 4.193, ambas de 1º de março de 2013, e para eliminar a obrigatoriedade de remessa ao Banco Central do Brasil das informações relativas ao consolidado econômico-financeiro.
Carta-Circular BACEN nº. 3.628 de 27 de dezembro de 2013 Dispõe sobre os procedimentos para a remessa das informações relativas às exposições ao risco de mercado e à apuração das respectivas parcelas no cálculo dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e de Capital Adicional, de que trata a Circular nº 3.429, de 14 de janeiro de 2009, com a redação dada pela Circular nº 3.687, de 6 de dezembro de 2013.
Resolução CMN nº 4.311, de 20 de fevereiro de 2014  Altera disposições da Resolução nº 4.192, de 1º de março de 2013.
Carta Circular 3.663, de 27 de Junho de 2014 Altera as Instruções de preenchimento dos documentos de códigos 2061 e 2071 - Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO), de que tratam as Cartas Circulares nº 3.663, de 27 de junho de 2014, e 3.681, de 24 de novembro de 2014.

Resolução CMN nº 4.388, de 18 de dezembro de 2014

Altera disposições das Resoluções ns. 3.380, de 29 de junho de 2006, 3.464, de 26 de junho de 2007, 3.488, de 29 de agosto de 2007, 3.721, de 30 de abril de 2009, 3.988, de 30 de junho de 2011 e 4.090, de 24 de maio de 2012.
Circular BACEN nº 3.740, de 24 de dezembro de 2014 Altera a Circular nº 3.429, de 14 de janeiro de 2009, que estabelece procedimentos para a remessa de informações relativas às exposições ao risco de mercado e à apuração das respectivas parcelas no cálculo dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal.
Circular nº 3.742, de 8 de janeiro de 2015 Dispõe sobre a remessa de informações diárias referentes ao total de exposição em ouro, em moeda estrangeira e em operações sujeitas à variação cambial, de que trata a Resolução nº 3.488, de 29 de agosto de 2007, e às parcelas relativas ao risco de mercado dos ativos ponderados pelo risco (RWA), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.
Carta Circular BACEN nº 3.694, de 6 de fevereiro de 2015 Dispõe sobre os procedimentos para a remessa das informações diárias referentes ao total de exposição em ouro, em moeda estrangeira e em operações sujeitas à variação cambial e à apuração das respectivas parcelas no cálculo dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e de Capital Adicional, de que tratam as Resoluções ns. 3.488, de 29 de agosto de 2007, e 4.193, de 1º de março de 2013, e a Circular nº 3.742, de 8 de janeiro de 2015, e dá outras providências.
Circular BACEN nº. 3.748 de 27 de fevereiro de 2015 Dispõe sobre a metodologia para apuração da Razão de Alavancagem (RA), remessa ao Banco Central do Brasil e divulgação das respectivas informações.
Resolução CMN nº 4.400, de 27 de fevereiro de 2015 Altera disposições da Resolução nº 4.192, de 1º de março de 2013, que dispõe sobre a metodologia para apuração do Patrimônio de Referência (PR)
Carta Circular 3.711, de 15 de Junho de 2015 Altera as Instruções de preenchimento dos documentos de códigos 2061 e 2071 - Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO), de que tratam as Cartas Circulares nº 3.663, de 27 de junho de 2014, e 3.681, de 24 de novembro de 2014.
Carta Circular 3.706, de 05 de maio de 2015 Dispõe sobre os procedimentos para a remessa de informações sobre a apuração da Razão de Alavancagem (RA), de que trata a Circular no 3.748, de 27 de fevereiro de 2015, e altera as Instruções de preenchimento do documento de código 2061 - Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO) e a Carta Circular no 3.663, de 27 de junho de 2014.
Resolução CMN no 4.442, de 29 de outubro de 2015 Altera disposições da Resolução no 4.192, de 1o de março de 2013, que dispõe sobre a metodologia para apuração do Patrimônio de Referência (PR).
Resolução CMN no 4.443, de 29 de outubro de 2015 Altera a Resolução no 4.193, de 1o de março de 2013, que dispõe sobre a apuração dos requerimentos
mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e institui o Adicional de Capital Principal.
Resolução BACEN no. 4.557 de 23 de fevereiro de 2017 Dispõe sobre a estrutura de gerenciamento de riscos e a estrutura de gerenciamento de capital.

4.1. Abrangência e Vigência

Esta política descreve as principais iniciativas de Risco de Mercado de acordo com a Política Global de Risco do Conglomerado PINE, além de estar em linha com os documentos emitidos pelo Acordo da Basiléia e em consonância com as melhores práticas do mercado financeiro. Destacam-se a estrutura organizacional, os sistemas envolvidos no monitoramento do Risco de Mercado, as metodologias e os relatórios de acompanhamento das posições do Conglomerado PINE.

4.2. Gestão de Riscos de Mercado

A estrutura organizacional revela o compromisso do Conglomerado PINE com as melhores práticas de Governança Corporativa e o alinhamento com as recomendações dos organismos internacionais e disposições legais dos órgãos reguladores. Cabe ressaltar, que essa política tem por base os requerimentos exigidos pela Resolução nº 3.464/07 do Conselho Monetário Nacional - CMN e demais regulamentações vigentes.

Apresentam-se a seguir as principais diretrizes da Gestão de Risco de Mercado, do ponto de vista dos princípios da Governança Corporativa.

O Conglomerado PINE, de acordo com a regulamentação exigida, designou um diretor responsável pela estrutura de Risco de Mercado, bem como pela disseminação dos conceitos e metodologias dentro da Instituição, cujo nome está registrado junto ao Banco Central do Brasil.

A área responsável pelo gerenciamento de Risco de Mercado é a Gerência de Risco de Liquidez & Mercado que atua de forma independente das áreas de negócios e tem como responsabilidade principal monitorar e analisar o risco de mercado oriundo das posições assumidas pelo Conglomerado PINE vis a vis o apetite ao risco definido pelo Comitê de Tesouraria e aprovado pelo Conselho de Administração do Conglomerado PINE.

4.3. Estrutura de Gestão de Risco de Mercado

O gerenciamento de riscos é definido como a atividade natural da divulgação de informações pertinentes às exposições assumidas que podem gerar risco. A clara evidenciação demonstra a capacidade da administração para gerenciar tais riscos de forma que eles não ameacem a estabilidade ou a viabilidade da instituição.

O processo de gerenciamento do risco de mercado do Conglomerado PINE é realizado diariamente pela Gerência de Risco de Mercado & Liquidez, que efetua:

  • O apreçamento dos ativos e passivos das carteiras do Conglomerado, conforme metodologia de marcação a mercado (MTM), que pode ser verificada no Manual de Marcação a Mercado do Luna;
  • Cálculo das métricas de gerenciamento de Risco de Mercado.

As métricas de gerenciamento de risco apurados diariamente são: Value at Risk (VaR), análise de sensibilidade, análise de estresse, stop loss (controle de perda máxima). O melhor detalhamento destas métricas de riscos de mercado pode ser verificado no item 4.6 abaixo.

Após o cálculo, os valores encontrados são confrontados com os limites vigentes e caso algum limite seja excedido, esta violação é reportada via email à Alta Administração e à Tesouraria, que por sua vez, elabora e reporta plano de ação para reenquadramento do limite.

Estando a Alta Administração de acordo com o plano de ação proposto, sua execução é acompanhada pela Gerência de Riscos de Liquidez & Mercado até o reenquadramento do limite. O procedimento de controle de limites pode ser verificado na Política de Limites de Riscos de Mercado.

No caso de rompimento do limite de Stop Loss esta política estabelece procedimento próprio, sendo que, caso o resultado alcance o limite é necessário liquidar as posições perdedoras da carteira ou a concessão de um waver por parte do Comitê de Tesouraria para a manutenção das posições, sendo o mesmo solicitado pela Tesouraria.

Caso seja feito a zeragem das posições, dentro do prazo de uma semana a tesouraria poderá solicitar aos membros do Comitê de Tesouraria a retomada destas posições.

4.4. Framework da Gestão de Riscos de Mercado do Conglomerado PINE

O modelo de Framework utilizado pelo Conglomerado PINE está baseado nas melhores práticas do mercado financeiro e nas recomendações emitidas pelos órgãos reguladores.

 

  4.4.1. Conselho de Administração
Aprovar políticas e estratégias;
Aprovar executivo responsável e definição da estrutura organizacional para implementação do gerenciamento do risco de mercado;
Aprovar Política de Gestão de Risco de Mercado.
4.4.2. Comitê de Riscos e Gestão de Capital
Avaliar estratégias e políticas;
Discutir as estratégias a serem utilizadas na condução das operações do Banco relacionadas às operações de tesouraria;
Analisar e avaliar o comportamento do mercado financeiro para definição das estratégias.
Aprovar limites operacionais e cenários de risco de mercado.
4.4.3. Comitê de Tesouraria
Aprovar limites operacionais e cenários de risco de mercado;
Monitoramento e controle;
Revisão de procedimentos.
4.4.4. Gerência de Riscos de Liquidez & Mercado
Controle e monitoramento das exposições, stop loss e limites dos Riscos de Mercado e Liquidez;
Monitoramento dos cenários de stress e da análise de sensibilidade de juros (DV01) nos relatórios de risco;
Definição da modelagem de apreçamento dos produtos de Tesouraria;
Monitoramento das posições de derivativos das Mesas para Clientes e Tesouraria;
Definir e monitorar o modelo do risco potencial de crédito das operações de derivativos (swaps, NDF´s, duplo indexador/opções, e demais) com clientes;
Acompanhamento das normas regulatórias e alterações que venham a impactar o processo de alocação de capital e monitoramento das posições.
4.4.5. Negócios / Tesouraria
Aplicar Políticas e Limites;
Operar carteira Negociação e Bancária seguindo os limites pré-estabelecidos;
Monitoramento de mercado;
Monitoramento dos descasamentos.
4.4.6. Auditoria Interna
Inserir no Plano Anual de Auditoria, trabalhos específicos para a estrutura de Gestão de Riscos de Mercado;
Avaliar a efetividade e a eficiência da estrutura de Gestão de Riscos de Mercado e do sistema de controles de Riscos de Mercado;
Aferir o cumprimento da Resolução 3.464/07, da política e dos procedimentos relacionados à Gestão de Riscos de Mercado.
4.4.7. Identificação do Risco
A estrutura de gerenciamento de Risco de Mercado deve ser capaz de identificar e avaliar os riscos das diversas transações financeiras que a instituição executa com os seus clientes e também daqueles novos produtos que se pretendem lançar para atendimento de uma demanda específica.
4.4.8. Mensuração do Risco
Um sistema de gestão de riscos envolve diversos elementos como: políticas de segregação de carteiras, utilização de derivativos, procedimentos de controle e sistemas. Dessa forma, os dados disponibilizados devem constantemente ser objetos de análise para averiguação do grau de aderência dos mesmos frente aos conceitos e metodologias aprovadas pelo Conglomerado PINE.
4.4.9. Análise do Risco
Informações quantitativas sobre as possibilidades de perda (Ex: VaR) e informações qualitativas sobre os riscos inerentes as atividades realizadas pelo Conglomerado PINE são consideradas essenciais para que o mercado possa avaliar a eficiência da administração e a suscetibilidade do Conglomerado as alterações nas condições de mercado. Portanto, como importante ferramenta para identificação de riscos potenciais para o Conglomerado PINE, a área de Risco de Mercado realiza simulações com o objetivo de identificar concentrações de riscos ou tendências no perfil do risco da instituição.
4.4.10. Relatórios de Risco

Os relatórios de Risco são ferramentas essenciais para a divulgação das informações relativas à exposição a riscos de mercado e utilização de limites, sendo que sua formatação e frequência são definidas de acordo com as exigências dos órgãos reguladores locais e aquelas específicas pelo Comitê de Tesouraria, Tesouraria e Alta Administração do Conglomerado PINE.

Os principais relatórios distribuídos pela área de Risco de Mercado são:

Controle e monitoramento das exposições, stop loss e limites dos Riscos de Mercado e Liquidez;
  •  Relatório diário enviado internamente para mesa e áreas de controle, chamado de Posição de Risco de Mercado, com as principais informações gerenciais de risco de mercado, segregadas entre mesas. Contém desde exposições aos diversos fatores de risco, como moedas, taxas de juros, commodities, como sensibilidades como gregas e DV01. O relatório tem no corpo do texto os quadros expositivos das principais posições das respectivas mesas e anexo ao email há um arquivo (Relatório de Risco de Mercado) que o acompanha, aumentando o nível de detalhamento das posições. No item anexo dessa política estão as figuras que ilustram estes itens.
  •  Além destas informações, ainda acompanha o relatório o controle de Stop Loss, que informa o resultado acumulado da tesouraria Trading dos 21 dias passados. Tendo como objetivo o controle de perdas excessivas da mesa.

Relatório de Controle de Margem de Garantias;
  • Relatório diário enviado internamente para mesa e áreas de controle, chamado de Controle de Margem de Garantias, com as principais informações das margens depositas em clearins e Bancos.

Relatório Regulatório Diário de Risco de Mercado (DDR);
  • Relatório enviado internamente com informações de capital regulatório de risco de mercado alocado nas parcelas regulatórias (PJUR1, PJUR2, PJUR3, PJUR4, PCAM, PACS).

Relatório Diário de acompanhamento das parcelas de requerimento de capital e dos limites operacionais;
  • Relatório enviado diariamente para o BC com informações como exposição em fatores de risco e capital alocado entre outras.

Relatório Regulatório Mensal de Risco de Mercado (DRM).
  • Demonstrativo de Risco de Mercado (DRM) tem por objetivo apresentar de forma sintética as exposições aos diversos fatores de risco de mercado associados às operações realizadas e mantidas pelo Banco Pine.

Relatório Regulatório Mensal da Carteira Bancária (RBan).
  • Demonstrativo de Risco de Mercado da Carteira Bancária (RBan) tem por objetivo apresentar de forma sintética as exposições ao risco de taxa de juros associados às operações realizadas e mantidas na carteira Bancária.
4.4.11. Limites de Risco

Os limites de Risco são aprovados pelo Comitê de Tesouraria, e devem ser acompanhados diariamente pela área de Risco de Mercado.

4.4.12. Monitoramento de Risco

O monitoramento de Risco de Mercado tem como função a identificação de riscos potenciais em função de movimentos de fatores de mercado ou de concentração de riscos.

4.4.13. Sistemas de Risco

O risco de Mercado é calculado e controlado com base no sistema Luna da empresa MAPS.

4.5. Comunicação

A comunicação dos valores apurados é realizada diariamente por e-mail, por meio do envio dos relatórios de Risco de Mercado que demonstram os enquadramentos e as violações dos limites estabelecidos. A comunicação segue as instruções contidas na Política de Limites.

Os mapas são diariamente distribuídos para a Alta Administração do Conglomerado, para a Tesouraria bem como para a Auditoria Interna.

4.6. Conceitos e Metodologias de Avaliação dos Riscos de Mercado

4.6.1. Critérios de Classificação de Operações

Procedimento de classificação e segregação de operações segue a Política de Segregação de Operações nas Carteiras de Negociação e Bancária, disponível na Intranet do PINE.

4.6.2. Mark-to-Market – MTM (Marcação a Mercado)

O objetivo da marcação a mercado (Mark to Market) é tornar o apreçamento dos ativos e passivos contidos na carteira do Conglomerado PINE o mais transparente possível, visando à proteção dos acionistas das exposições e práticas de apuração e registro pouco claros.

As metodologias de apreçamento utilizadas para os diferentes instrumentos financeiros podem ser verificadas no Manual de Marcação a Mercado do Luna.

4.6.3. Metodologias de Avaliação dos Riscos de Mercado

São utilizadas diferentes metodologias, de forma complementar entre elas, de avaliação dos riscos de mercado, descritas a seguir.

Value at Risk – VaR (Valor em Risco): o VaR mede a perda potencial máxima através de um horizonte dado sob condições normais de mercado a um dado nível de confiança. O modelo utilizado é o paramétrico, com o algoritmo EWMA para o cálculo da volatilidade dos ativos (λ=0,94), nível de confiança de 99% e horizonte de tempo de 1 dia;
VaR Estressado: derivado do calculo de VaR, tendo como objetivo capturar eventuais risco da carteira, levando em consideração retornos observáveis em cenários de extrema volatilidade e/ou maior janela temporal de manutenção da carteira “holding period”;

Análises de Sensibilidade:
  • DV01: a análise mede a variação do valor de mercado da carteira a uma variação de 1 pontobase (DV01) nas curvas de juros que compõem as carteiras da Instituição;
  • Gregas: métrica que estima o impacto na carteira das derivadas parciais da carteira de opções em relação aos preços dos ativos-objetos, às volatilidades implícitas, às taxas de juros e ao tempo.

Delta equivalente: para as operações indexadas aos ativos do tipo moedas estrangeiras, commodities, indicadores econômicos, ações e índices de bolsa, o delta equivalente representa a exposição equivalente nos ativos relacionados;
Análise de Estresse: realizamos simulações para avaliação do comportamento dos ativos, passivos e derivativos da carteira quando diversos fatores de risco são levados a situações extremas de mercado, sendo considerados os cenários divulgados pela B3 para os principais fatores de risco;
Stop Loss: métrica que tem por objetivo o monitoramento e reporte das posições, quanto às perdas acumuladas em um dado período, sendo calculada através da soma do resultado dos últimos 21 dias úteis.
4.4.6. Metodologias de Avaliação dos Riscos de Mercado

O gerenciamento de risco de crédito de derivativos visa o monitoramento das exposições nos fatores primitivos de risco de mercado (Dólar, CDI, PRÉ, entre outros), oriundas das operações realizadas pela Tesouraria.

O risco de crédito para derivativos pode ser traduzido como sendo a probabilidade de perda associada a uma operação realizada com esse tipo de instrumento financeiro. A descrição do processo de gerenciamento de risco de crédito em derivativos pode ser verificada na Política de Risco de Crédito de Derivativos.

4.7. Limites

Diariamente, após a apuração das métricas de risco de mercado, seus valores são comparados com os limites estabelecidos pelo Comitê de Tesouraria, conforme segue:

Limites de exposição para os principais fatores de risco;
Limites de Sensibilidade Juros (DV01);
Limites de Sensibilidade Opções (Gregas);
Limites de VaR;
Limite de Stress Testing;
Limite de Stop Loss;

O consumo dos limites é reportado diariamente para a área de negócios, além da alta gestão do banco e, na ocorrência de excesso, é gerado um alerta para que o limite seja re-enquadrado.

Os limites são definidos considerando:

Os ativos presentes nas carteiras do Conglomerado;
Os fatores primitivos de risco que podem provocar impacto nos resultados das respectivas carteiras.

Os processos de gerenciamento dos limites são rigorosos, sendo sempre documentado e arquivado para o trabalho e/ou consulta das auditorias internas e externas, com a identificação do responsável pelo desenquadramento do limite e decisões que foram tomadas pelo Comitê de Tesouraria.

4.8. Alçadas

As alçadas estão definidas no item 4.4. – Estrutura de Gestão de Riscos de Mercado.

Esta política está sob responsabilidade da área de Riscos de Mercado & Liquidez.
  • Risco de Mercado & Liquidez;
  • Tesouraria;
  • Comitê de Tesouraria;
  • Política de Segregação de Carteira de Negociação de Não Negociação;
  • Manual de Marcação a Mercado –MtM;
  • Política de Limites;
  • Política de Risco de Crédito de Derivativos.
  • Anexo I – Relatório de Posição de Risco de Mercado;
  • Anexo II – Controle de Depósito de Margem de Garantia;
  • Anexo III – Capital Regulatório de Risco de Mercado;
  • Anexo IV – Relatório Posição Risco de Mercado;
  • Anexo V – Limites de Riscos de Mercado Vigentes;